Centro Islam do Brasil

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O QUE É O ISLAM

"Saiba que não há divindades além de Deus e peça perdão das tuas falhas.” Alcorão 47:19

O Islam tem origem na palavra árabe Islam, que significa submissão, entrega e obediência voluntária. É religião monoteísta, de adoração e reverência ao Deus Único: Deus, Eterno e Absoluto, o Criador de tudo. Onipotente, Onipresente, Onisciente, Oniouvinte. Aquele que tudo sabe, que tudo arbitra, o Soberano da humanidade que nada nega ao seu seguidor. O Islam é a maior religião do planeta, com um bilhão e meio de fieis vivendo e agindo pela causa de Deus.


O ALCORÃO - A LUZ QUE ILUMINA A HUMANIDADE

“Já vos chegou de Deus uma luz e um livro esclarecedor”. Alcorão, 5ª surata, versículo 15.

O Alcorão, o livro Sagrado do Islam, é a expressão divina revelada pelo anjo Gabriel, o portador celeste, ao profeta Mohamad(S.A.A.S.) nos seus últimos vinte e três anos de vida, entre 609 d.C e 632 d.C. O Alcorão é o último livro entregue por Deus à humanidade, revelado na sua íntegra, desde a surata de abertura até a surata dos Humanos, em duas partes. A primeira, antes da Hégira - a expulsão do profeta Mohamad(S.A.A.S.) de Meca dando início ao calendário islâmico - contendo as normas na crença em Deus, nos anjos e portadores, nos textos sagrados e no Dia do Juízo Final. A segunda, em Medina, arrazoando rituais e doutrina. No Alcorão não há dogma ou enigma no planeta e na vida do homem no planeta que não tenha explicação, guia inesgotável de aclarações e orientações, seja para o indivíduo, as comunidades e as Nações. No Encontramos narrações sobre povos, grupos e pessoas que habitaram o planeta desde seu início; o desenrolar da civilização; a história dos profetas e portadores celestiais; as explicações e os exemplos para a conduta reta; os argumentos para quem está disposto a convencer o outro pela palavra e prestar seu testemunho; a Lei imutável de Deus para os extraviados e para os encaminhados; o benefício do Islam para o mundo e a felicidade humana alcançada apenas através da iluminação Divina; a vida futura no dia da Ressurreição, quando o homem se juntar a Deus. Os textos do Alcorão, na sua totalidade, eram claros ao profeta Mohamad(S.A.A.S.) na época da revelação. Apesar disso, ele explicava alguns versículos que poderiam criar equívocos e desfavorecer, por má compreensão, o desenrolar histórico e salutar da nova civilização que pretendia o avanço, as conquistas e o desenvolvimento através das discussões doutrinárias e filosóficas. A abertura do Alcorão, como se apresenta hoje, na sua maturidade teve início com o próprio profeta ao diagnosticar algumas possíveis dificuldades de entendimento por parte dos adeptos. Desde então, o Alcorão é o centro da cultura islâmica e suas atividades intelectuais. As explicações são resultados do exercício constante do pensamento e da discussão do povo muçulmano, examinadas por vários vieses. Alguns se contagiaram pela explicação dos versículos, outros pela persuasão linguísticas, estilística e literária contida nos textos, outros, ainda, se afeiçoaram pela forma da narrativa. Todos, de algum modo, têm contribuído para elevar e glorificar o Islamismo e seu o povo, a serviço do Alcorão, o Livro de Deus.

O PROFETA MOHAMAD(S.A.A.S.)

Quando as grandes religiões surgiram, apareceu com elas o registro de ensinamentos por escrito como forma de guardar o que a memória humana não retém, por descuido ou limitação. O profeta Mohamad(S.A.A.S.), de memória privilegiada, empregava as duas metodologias, escrevia e guardava na lembrança. Estudiosos afirmam que ele recitava todos os anos para o anjo Gabriel no mês do Radamã, repassando versículos e suratas revelados, sendo que no seu último ano de vida o anjo Gabriel pediu a ele que recitasse o Alcorão inteiro, duas vezes. O Profeta Mohamad(S.A.A.S.)(SAS), então, concluiu que sua missão estava terminada e em breve iria se despedir do mundo. Na ocasião da sua morte, uma rebelião estava em curso e alguns dos seus companheiros foram mortos em combate. O califa Abu Bakr, temendo o desaparecimento da mensagem divina revelada, determinou a codificação imediata do texto em forma de livro, feita por Zaid Ibn Sábet, discípulo do profeta e conhecedor do Alcorão de cor. A primeira cópia foi conservada sob a custódia do califa Abu Bakr e posteriormente por seu sucessor, o califa Ômar Ibn al Khattab. Hoje, o Alcorão está em todas as partes do planeta, exatamente como fora revelado ao profeta Mohamad(S.A.A.S.). E dedicado à humanidade sem distinção de raça, cor ou religião.

O ALCORÃO E OUTROS LIVROS DIVINOS

Algumas diferenças entre o Alcorão e outros livros divinos que o antecederam, resumidamente.


OS CINCO PILARES DO ISLAMISMO

Shahada, Salat, Zakat, Siam, Hajj.

Shahada - a FÉ, o primeiro pilar. Está presente na essência do Muçulmano. “Eu testemunho que não há outra divindade além de Deus e que Mohamad(S.A.A.S.)é seu enviado.”

Salat - a ORAÇÃO, o segundo pilar. A oração é o momento de aproximação com o Criador para se estar livre da má palavra e do delito.

Zakat - a DOAÇÃO, o terceiro pilar. é um tributo religioso, impropriamente traduzido como esmola. É o terceiro dos cinco pilares do Islam. Significa, literalmente, "crescer", "aumentar" ou “purificação” .O seu pagamento é anual e obrigatório para todos os muçulmanos. De uma maneira geral incide sobre 2,5% do lucro liquido de cada pessoa. Cada muçulmano pode escolher a altura mais adequada do ano para pagar o zakat, mas muitos optam por fazê-lo no mês sagrado do Ramadã.

Siam - o JEJUM, o quarto pilar. Tem início no mês Ramadã, diariamente, desde a alvorada até o pôr-do-sol. Abstenção de comida, bebida e relações sexuais. Se deixar de jejuar, alimentará uma pessoa necessitada por cada dia não observado.

Hajj - a PEREGRINAÇÃO, o quinto pilar e um dos mais importantes. Cumprir o ritual da peregrinação em Meca é obrigação anual para todos que dispõem de condições físicas e financeiras.


MECA, BERÇO E CENTRO DO ISLAMISMO

A peregrinação à Casa é dever para com Deus por parte de todos os seres humanos que estejam em condições de empreendê-la.” Alcorão 3:97

A cidade de Meca, na Arábia Saudita, é cenário milenar da peregrinação de milhões de muçulmanos que anualmente dirigem-se a ela para cumprir o ritual do Hajj na Grande Mesquita de Meca. Meca é território sagrado carregado da atmosfera de religiosidade, adoração e compaixão, onde todos os pensamentos estão concentrados em Deus e as criaturas vibram com a alma repleta de devoção. A cidade de Meca é testemunha da glória do Islam há quase um milênio e meio, desde que o profeta Mohamad(S.A.A.S.) proclamou o Islamismo por volta do ano 630 d.C, no século VII. Chegar à Meca nos dias de hoje, com a ajuda do transporte aéreo e terrestre, depende apenas de condições físicas e financeiras, mas nem sempre foi assim. No passado, a jornada era longa e árdua. Os muçulmanos enfrentavam todo tipo de privações para chegar à Meca: a separação das pessoas próximas e queridas, a fome, o cansaço, a enfermidade, até mesmo a morte, em meses de caminhada até alcançarem o lugar mais sagrado do povo islâmico como prova de amor a Deus. O peregrino que vai à Meca carregará para sempre a impressão indelével da missão cumprida por determinação divina. É obrigação de todo muçulmano sadio e capaz economicamente, peregrinar à Meca para fazer o ritual do Hajj pelo menos uma vez na vida.

O RITUAL DO HAJJ

"A peregrinação à Casa é dever para com Deus por parte de todos os seres humanos que estejam em condições de empreendê-la." Alcorão 3:97

A tradição islâmica conta que Abraão, o pai de todos os profetas, viu em sonho estar levando seu filho Ismael para o sacrifício e a morte. No caminho fora tentado três vezes por satanás, mas o baniu lançando contra ele sete pedras. No momento do sacrifício de Ismael, a faca que deveria sangrá-lo não cortou. Deus, então, enviou o anjo Gabriel para dizer a Abraão que ele havia concluído sua prova e sido sincero. No lugar de Ismael, cordeiros foram sacrificados. O ritual do Hajj consiste em refazer o caminho feito por Abraão e repetir seus atos. É um dos cinco pilares do Islamismo.


PASSOS DO RITUAL DO HAJJ

O ritual Hajj consiste em um conjunto de seis atividades que o Muçulmano cumpre entre o oitavo e o décimo dia do Zul Hijja, último mês do calendário Islâmico. As atividades são: Ihram, Tawaf, Sa’i, Wucuf, Rami e Mabit.

Ihram – Peregrinos vestem-se com trajes simples, igualando-se perante Deus.

Tawaf – Peregrinos circulam sete vezes no sentido anti-horário em torno da Caaba.

Sa’i – Peregrinos percorrem a distância entre os montes Safa e Marwa.

Wucuf – Peregrinos detém-se.

Rami – Peregrinos atiram pedras contra o símbolo de satanás.

Mabit – Peregrinos pernoitam em Mina e Muzdalifa, locais sagrados.


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O Alcorão
Entenda as diferenças entre o Alcorão e outros livros divinos.
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